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Conhecer os Apóstolos | São Pedro
Quando Simão se juntou aos apóstolos, teria cerca de trinta anos. Era casado, possuía três filhos, e vivia em Betsaida, perto de Cafarnaum. O seu irmão, André, e a mãe da sua mulher viviam com ele. Tanto ele como o irmão eram pescadores, tendo deixado a profissão quando foram convidados a seguir Jesus.O Mestre tinha conhecido Simão havia já algum tempo, quando André o apresentou como o segundo dos apóstolos. E foi nesse momento que Jesus deu a Simão o nome de Pedro, parecendo, na altura, que era apenas uma espécie de apelido, e só mais tarde Jesus explicou a verdadeira importância e o verdadeiro significado desse apelido.
Simão Pedro era um homem impulsivo e optimista, sendo que um dos seus principais defeitos era falar sem pensar, o que acabava por lhe trazer alguns problemas, não deixando de ser chamado a atenção pelo Mestre algumas vezes e, também pelo seu irmão André, com quem, desde muito novo, estava habituado a falar antes de agir.
Pedro era um orador fluente, eloquente e dramático. Era também um líder de homens, por natureza e por inspiração, um pensador rápido, mas não tinha um raciocínio profundo. Fazia muitas perguntas, mais do que todos os apóstolos juntos. O que mais admirava em Jesus era a sua elevada ternura, paciência e a capacidade perdoar aqueles que erram.
Apesar de amar Jesus, incondicionalmente e de todo o coração, Pedro não deixou de o negar, como este bem o havia avisado, mas depressa se arrependeu e tentou emendar o erro. Por isso, ele foi um dos principais difusores da palavra de Cristo pelo mundo, usando o dom da palavra para pregar a boa nova e enviando homens da sua confiança para fazerem o mesmo pelos aos quatro cantos da Terra.
Depois de deixar Jerusalém, Pedro viajou extensivamente, visitando todas as igrejas da Babilónia até Corinto. Ele visitou e ministrou nas muitas igrejas que tinham sido erigidas por Paulo, com quem trabalhou para a edificação de muitas igrejas. Pedro pregava com um estilo vigoroso e tentou levar a palavra de Deus a todos os povos, trabalhando nesta missão até aos seus últimos dias de vida.
Como todos os apóstolos (excepto João), Pedro foi perseguido e mal tratado, tendo sido preso em Roma, onda consta que durante o tempo em que esteve preso conseguiu converter muitos daqueles que também se encontravam presos e, até, alguns dos guardas que o vigiavam. Pedro acabaria por ter o mesmo destino que o seu Mestre tendo morrido na cruz. Ainda que se afirme que Pedro terá pedido para ser crucificado de cabeça para baixo, pois ele dizia não ser digno de ser crucificado da mesma forma que havia sido crucificado o seu Mestre.
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Conhecer os Apóstolos | São Tomé
Tomé, também chamado de Dídimo ou Gêmeo era natural da Galileia e era carpinteiro. Era o terceiro apóstolo depois de Pedro e não era casado. Tomé foi um dos mais influentes e produtivos de entre os vários discípulos que foram para o oriente, incluindo Bartolomeu, André, Simão e Judas. Tomé era uma pessoa profundamente mística, assim como João e Filipe.O Evangelho de São João dá-lhe grande destaque. Em João 11,16, cita que ele incitou os discípulos a seguir Jesus e a morrer com ele na Judéia dizendo então aos discípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele! Foi ele que perguntou a Jesus, durante a Última Ceia, sobre o caminho que conduz ao Pai: Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho? Diz-lhe Jesus: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim (João 14,5-6).
Possuía um temperamento audacioso e cheio de generosidade, percorreu as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor. Tomé criou linhas apostólicas de sucessão em todos os lugares por onde passou no Oriente, indo de sinagoga em sinagoga. Isto inclui Síria, Arménia, toda a região da Caldéia (Pérsia) e Índia.
O apóstolo incrédulo respondeu Meu Senhor e meu Deus! (João 20,26-28), tornando-se o primeiro dos apóstolos a se dirigir a Jesus nestes termos. Ninguém até aquele momento, nem mesmo Pedro e João, havia pronunciado a palavra Deus dirigindo-se a Jesus. Segundo as escrituras foi em resposta a ele que Jesus introduziu o mistério trinitário: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.
Depois da morte de Jesus, o discípulo evangelizou a Pátria e, pela a tradição cristã posterior, estendeu seu apostolado à Pérsia e à Índia, onde é reconhecido como fundador da Igreja dos Cristãos Sírios Malabares ou Igreja dos Cristãos de São Tomé. Consta que foi martirizado e morto (53) pelo rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, onde ficam o monte São Tomé e a catedral de mesmo nome, supostamente local de seu sepultamento. Historiadores acreditam que o apóstolo foi morto a flechadas, quando orava. Sucumbiu como líder e mártir, como o crente fiel que Jesus lhe pediu. Suas relíquias seriam veneradas na Síria e, depois, levadas para o Ocidente e preservadas em Ortona, na Itália. É festejado pelos católicos em 3 de julho.
Tomé precisa mais do que qualquer outro da Pascoa para ter uma resposta definitiva às suas interrogações, a sua ausência junto aos apóstolos, aquando da visita de Jesus ressuscitado, outro providencial incidente:”Se eu não vir em suas mãos o lugar dos cravos e se não puser o meu dedo no lugar dos cravos e a minha mão no seu lado, não crerei” E Jesus pode responder:” Põe o teu dedo aqui e vê as minhas mãos…..Não sejas incrédulo, crê!”. Alguns estudiosos pensam que esta dúvida foi propositadamente sugerida por Deus, para que fosse possível alguém tocar nas chagas de Jesus, ficando assim, sem a menor sombra de dúvida, a certeza que Jesus havia ressuscitado. Tomé ao tocar as feridas, curou a grande ferida da descrença.
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Conhecer os Apóstolos | São Bartolomeu
Nascido em local e data desconhecidos, São Bartolomeu era o sexto dos Apóstolos e terá sido apresentado a Jesus por Filipe. Os dois eram grandes amigos, sendo que tinham alguns negócios juntos. Segundo o que se sabe, os dois iriam visitar João Baptista, quando se encontraram com Jesus, acabando por Bartolomeu ser escolhido por Jesus para Apóstolo.Nos evangelhos o seu nome não é muito citado, pois julgasse que o seu nome verdadeiro era Natanael, nome que podemos encontrar em muitas passagens da Bíblia, sendo que a prova maior que Bartolomeu era de facto Natanael se encontra nos acontecimentos relatados pelos quatro Evangelhos, sendo que em todos ele é identificado como tal.
O nome Bartolomeu vira de Bar-Tolai, que significa “filho de Talmai”, um nome hebreu, que, possivelmente, lhe foi atribuído para o distinguir como filho de Talmai.
Bartolomeu vinha de uma família de sete irmãos, e vivia em Caná, onde cuidava dos pais, que estavam gravemente doentes, pois os seus irmãos ou já tinham falecido ou estavam casados e a viver longe dali. Ele era uma pessoa muito instruída /talvez o mais instruído dos Apóstolos, juntamente com Judas Iscariotes), sendo que inclusive ele chegara a pensar em estabelecer-se como mercador.
Juntos dos Apóstolos, Bartolomeu era visto como uma pessoa cheia de honestidade, sinceridade e “sem artifícios”. Era uma pessoa de muito carácter, cheio de orgulhoso da família, da cidade e da sua nação, sendo que por vezes acabava por levar este seu orgulho longe de mais, tendo uma espécie de preconceito por quem era de outros locais, ou quem não estava de acordo com as suas opiniões. Nem Jesus escapou a esta situação, pois pouco tempo após se conhecerem ele perguntou-lhe: “Pode alguma coisa boa vir de Nazaré?”. No entanto, com o tempo e com os ensinamentos do seu Mestre foi corrigindo este seu defeito.
Bartolomeu era visto como os outros Apóstolos como um génio, fosse em que aspecto fosse. Era um filósofo apostólico e o sonhador, sempre bem disposto e pronto a contar histórias. Jesus era dos que mais o gostava de escutar os seus discursos, fossem as histórias contadas num tom mais sério, ou mais brincalhão.
A verdade é que nem sempre Bartolomeu levava os ensinamentos a sério, o que fazia com que, principalmente, Judas Iscariotes estivesse contra ele e contra a forma como ele espalhava a mensagem de Cristo. Inclusive, Judas terá ido ter com Jesus para se quixar desse facto. Sendo que Jesus lhe respondeu da seguinte forma: “Judas, toma cuidado com o que fazes; não superestimes o teu encargo. Quem entre nós é competente para julgar o nosso irmão? A vontade do Pai não é que os seus filhos devam compartilhar apenas as coisas sérias da vida. Deixa-me repetir: Eu vim para que os meus irmãos na carne possam ter júbilo, alegria e uma vida de maior abundância. Vai então, Judas, e faz bem aquilo que te tenha sido confiado e deixa Natanael, o teu irmão, dar conta de si próprio a Deus”. Terá sido esta conversa que fez com que a relação entre os dois passasse a ser melhor.
Mas esta forma simples e bem humorada que Bartolomeu aplicava nos seus discursos, serviu muitas vezes para unir os apóstolos, pois seria ele que ficaria no comando quando Jesus ia para as montanhas com Pedro, Tiago e João, e os Apóstolos ficavam um pouco chateados com essa situação. Seria, portanto, Bartolomeu quem tinha o dom de os acalmar e os chamar à realidade, fosse com um pouco de filosofia ou com um pouco de humor.
No seio dos doze, o principal dever de Bartolomeu era o de cuidar das famílias dos Apóstolos, por isso, não é de estranhar a sua ausência em determinados momentos, pois quando se sabia que alguma doença ou outra coisa fora do normal tinha acontecido com alguma das famílias, era ele quem ia em seu socorro.
Em Jesus o que Bartolomeu mais admirava era a sua tolerância. Ele nunca se cansou de contemplar a abertura da mente de Jesus e a generosa compaixão que ele tinha para com os outros.
Segundo se sabe, Bartolomeu terá perdido o pai por alturas do Pentecostes e depois disso, terá ido para a Mesopotâmia e para a Índia proclamar a palavra de Cristo e baptizar aqueles que queriam seguir a Deus. A partir daqui pouco se sabe, apenas se pensa que ele terá continuado a espalhar a palavra de Deus, fosse pela filosofia, pela poesia ou do humor, tendo sido um elemento importante na disseminação dos ensinamentos do seu Mestre, embora não tenha participado da organização da igreja cristã. Pouco mais se sabe, a não ser, que terá morrido na Índia.
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Conhecer os Apóstolos
Se ao olharmos para a imagem a cima, reconhecemos os nomes, o mesmo não podemos dizer sobre a vida de cada um dos doze que acompanharam Jesus, enquanto este espalhava a sua palavra e os seus ensinamentos.
Por isso, pareceu-nos de todo o interesse saber como cada um destes homens chegou até Jesus, o que faziam antes disso, qual o seu papel no seio do grupo e que rumo deram às suas vidas depois da morte de Cristo.
Nas reuniões do grupo, cada membro irá apresentar aos restantes um dos Apóstolos e as pesquisas serão também aqui postadas para que todos tenham acesso a elas.
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